quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Cientistas descobrem segundo código genético

Ao invés de se concentrar nas proteínas, este DNA instrui as células sobre como os genes são controlados


   Há muito tempo os cientistas acreditavam que o DNA diz às células como produzir proteínas. Mas a descoberta de um segundo código secreto de DNA, nesta quinta-feira, sugere que o corpo na verdade fala dois idiomas diferentes.
  A descoberta, publicadas na revista Science, pode ter fortes implicações em como especialistas médicos usam os genomas dos pacientes para interpretar e diagnosticar doenças, afirmaram os pesquisadores.
  O recém-descoberto código genético, encontrado no interior do ácido desoxirribonucleico, o material hereditário existente em quase todas as células do corpo, foi escrito bem acima do código de DNA que os cientistas já tinham decodificado.
  Ao invés de se concentrar nas proteínas, este DNA instrui as células sobre como os genes são controlados.
  Sua descoberta significa que o DNA muda, ou que mutações que ocorrem com a idade ou em resposta a vírus podem fazer mais do que os cientistas pensavam anteriormente.
  "Por mais de 40 anos, presumimos que as mudanças no DNA que afetam o código genético impactavam unicamente a forma como as proteínas são feitas", disse o principal autor do estudo, John Stamatoyannopoulos, professor associado de ciência do genoma e de medicina da Universidade de Washington.
  "Agora nós sabemos que esta suposição básica sobre a leitura do genoma humano está incompleta", afirmou.
  "Muitas mudanças no DNA que parecem alterar a sequência das proteínas podem na verdade causar doenças interrompendo programas de controle genético ou inclusive ambos os mecanismos simultaneamente", prosseguiu.
  Os cientistas já sabiam que o código genético usa um alfabeto de 64 letras denominado códons. Mas agora os pesquisadores descobriram que alguns desses códons têm dois significados.
  Denominados "duons", estes novos elementos da linguagem de DNA só têm um significado relacionado ao sequenciamento proteico e outro que é relacionado ao controle genético.
  As últimas instruções "parecem estabilizar certas características benéficas das proteínas e de como são feitas", destacou o estudo. A descoberta foi feita como parte de uma colaboração internacional de grupos de pesquisa conhecidos como projeto Enciclopédia do Elementos de DNA ou ENCODE.
  Ele é financiado pelo Instituto Nacional de Pesquisas do Genoma Humano com o objetivo de descobrir onde e como as direções de funções biológicas são armazenadas no genoma humano
.

FONTE: EXAME.COM ( http://exame.abril.com.br/ciencia/noticias/cientistas-descobrem-segundo-codigo-genetico)

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O LAGO QUE TRANSFORMA ANIMAIS EM PEDRA

  O Lago Natrom possui água com temperaturas até 60 graus Celsius e alta alcalinidade (PH superior a 10,5), e petrifica qualquer ser vivo que se atreva a tocá-lo.
  O fotógrafo Nick Brandt viajou para a norte da Tanzânia para retratar esse fenômeno, considerado um dos espetáculos mais impressionantes da natureza.
   Embora ninguém possa explicar ao certo como as criaturas fotografadas morrem, acredita-se que a superfície da água gera um reflexo perfeito, confundindo os animais, que acabam colidindo com a água. Depois do “banho “acidental o alto teor de sal e sódio faz o corpo dos animais a se calcificar.


   O nome Natron deriva exatamente da substância, chamada Natron, também conhecida como carbonato de sódio, um sal proveniente de cinzas vulcânica acumuladas sobre o Great Rift Valley. Por incrível que pareça, este lago tem vida. Nele habita espécies de Tilápia, que se adaptaram ao ambiente hostil ao longo de milhões de anos.



ESPECIALISTAS IDENTIFICAM ESTRANHO ANIMAL ENCONTRADO NO ÁRTICO


   Um grupo de especialistas canadenses conseguiu identificar um dos peixes mais exóticos nas águas geladas do Ártico canadense. Finalmente, após diversos dias de pesquisas foi determinado que se trata de um animal da espécie das quimeras, cujo nome científico é Rhinochimaeridae, com nariz longo e pontudo, de acordo com informação do grupo da Universidade de Windsory. O animal se assemelha bastante ao tubarão-duende, o que no começo confundiu bastante os biólogos.
   As quimeras de nariz comprido são reconhecidas por sua cauda longa e afilada e sua cavidade nasal pronunciada, características idênticas às do tubarão-duende e de algumas arraias. Até agora, este tipo de peixe só havia sido encontrado nas águas do Estreito de Hudson, e os especialistas afirmam que a espécie vive geralmente entre 1000 e 2000 metros de profundidade, razão pela qual não é comum encontrar exemplares.


FONTE: HISTORY CHANNEL

sábado, 7 de dezembro de 2013

A mulher de 92 anos que deu a luz a um feto de 60 anos

   Este caso pode parecer estranho e irreal, mas é um totalmente verídico. Huang Yijun, uma idosa chinesa já com 92 anos “deu à luz” a um litopédio, conhecido também como “Stone Baby” (de lito – pedra, pedo – criança; “criança de pedra”). Litopédios são fenômenos bastante raros que começam normalmente com a fixação do óvulo fecundado fora do útero resultando em uma gravidez ectópica, geralmente nas tubas uterinas que quando morto, acaba calcificando ainda dentro do corpo da mãe. De acordo com um artigo da Journal of the Society of Medicine, pouco mais de 250 casos de litopédio foram registrados até 1996 e duram em média 22 anos. Acredita-se que muitos destes fenômenos se passam sem se quer ser diagnosticados.
  Quando um feto em estágio avançado de desenvolvimento morre, sua expulsão ou absorção natural pelo organismo é muito difícil e então, em casos raros, inicia-se lentamente um processo de calcificação resultando em litopédio. O processo ocorre como uma forma do organismo de proteger o corpo da mãe de uma infecção devido ao processo de decomposição do feto.
   O caso de Huang Yijun foi duplamente atípico pois além de desenvolver uma “gravidez pétrea”, o fenômeno durou pelo menos 60 anos. Huang engravidou em 1948 e o feto morreu ainda em seu corpo. Sem dinheiro, Huang resolveu não tomar nenhuma providência e esperar que o próprio corpo expulsasse o feto. O tempo se passou, um litopédio se desenvolveu e ficou “hospedado” no corpo de Huang por cerca de 60 anos e só em 1998 foi descoberto e retirado.


Fonte:  NBCNews

Pesquisadores encontram criatura nunca vista antes, na Antártida


Sob a capa de gelo da Antártida se enconde um mundo ainda desconhecido e bastante estranho para nós. Uma recente descoberta mostra como a vida pode evoluir e se adaptar aos ambientes mais hostis. Este é o caso de uma incrível criatura, com tamanho de um camarão, encontrada durante uma expedição ao continente gelado. As imagens permitem observar um animal de uns seis ou sete centímetros, com uma poderosa mandíbula, que compreende quase toda a cabeça da criatura, e quatro espécies de presas afiadas. O achado engrossa a lista de animais ainda desconhecidos da ciência, um número que vem aumentando como nunca nos últimos dez anos. A expectativa é que após a divulgação desta descoberta, colaborares e biólogo ao redor do mundo possam contribuir com seus conhecimentos para que alguma luz seja lançada sobre este enigmático animal e com quais espécies ele poderia estar relacionado.



quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Descoberto o ornitozila, o novo antepassado do ornitorrinco


   O ornitorrinco (Ornithorhynchus anatinus) é uma das espécies mais curiosas do mundo animal. Monotremados, como o equidna – ou seja, que põem ovos e produzem leite – esses animais semiaquáticos têm uma aparência muito peculiar: bico de pato, rabo de castor e patas de lontra, o que os ajuda a nadar e a escavar.
  E quando pensávamos que esses mamíferos já haviam nos surpreendido por completo, cientistas da Universidade de Colúmbia e de Nova Gales do Sul descobriram uma espécie maior, que viveu na Austrália entre cinco e 15 milhões de anos atrás. Trata-se do “ornitozila” (Obdurodon tharalkooschild), um ornitorrinco de um metro de comprimento, mais de duas vezes maior que a espécie atual.
  A pesquisa, publicada na revista Journal of Vertebrate Paleontology, sugere que esses animais têm uma história evolutiva muito mais complexa do que se pensava. A descoberta se deu com o achado de um dente inscrutado em uma pedra de calcário, em Queensland. Depois de passar alguns anos em um armário, a palentóloga Rebecca Pian removeu o dente da pedra e rapidamente o associou a um ornitorrinco. Mas ao analisá-lo mais de perto, ela e sua equipe de pesquisadores concluíram que o animal era consideravelmente maior do que qualquer espécime atual.
   Segundo os pesquisadores, o “ornitozila” era um mamífero aquático que vivia perto de fontes de água doce nas florestas de Riversleigh. Quanto à aparência, o dente não fornece muitos detalhes, mas acredita-se que a espécie seria muito semelhante aos ornitorrincos atuais, com duas diferenças fundamentais: o tamanho e a presença de dentes, que o ajudariam a comer caranguejos, crustáceos e também pequenos vertebrados, como sapos e tartarugas.
   Até agora, os biólogos conheciam apenas quatro espécies extintas de ornitorrinco. Todas viveram em épocas diferentes, e por isso, acreditava-se sua árvore evolutiva seria simples e linear. No entanto, a nova descoberta traz à tona um novo ramo da espécie, o que incentiva os pesquisadores a procurar novos fósseis para saber mais sobre esse enigmático animal.
   Atualmente, os ornitorrincos vivem na Austrália e Tasmânia, e são carnívoros que caçam embaixo d´água: eles fecham os olhos e orelhas, e localizam suas presas – vermes , larvas e crustáceos – por meio do olfato. Na fase adulta, eles não têm dentes e mastigam com suas gengivas acolchoadas.
   Em terra, encolhem as unhas para se locomover com mais facilidade e cavam tocas nas margens dos rios. Dentro delas, as fêmeas cuidam dos filhotes, que nascem de ovos e são amamentados por glândulas mamárias quase imperceptíveis.
   Uma das características mais impressionantes do ornitorrinco é que os machos são venenosos: possuem um ferrão afiado nas patas traseiras, que usam para intoxicar seus predadores.
   Embora os ornitorrincos não estejam ameaçados de extinção, a caça ilegal e a alteração de seu habitat representam sérias ameaças à sua sobrevivência. Caçados durante muitos anos por sua pele macia, atualmente estão protegidos pela legislação australiana.


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Cães modernos surgiram na Europa há pelo menos 19 mil anos, diz estudo

Cientistas fizeram análise detalhada de DNA de cachorros, lobos e coiotes.
Outras teorias creem que animal apareceu 1° na Ásia ou no Oriente Médio.


Esqueleto canino de 8.500 anos enterrado no sítio arqueológico Koster, em Illinois, EUA.
(Foto: Center for American Archaeology/Del Baston/AP)

   Uma análise detalhada de DNA apontou que os cães modernos surgiram na Europa entre 19 mil e 32 mil anos atrás, durante o período geológico Pleistoceno, segundo um novo estudo publicado nesta sexta-feira (15) na revista "Science".
   Pesquisas anteriores haviam sugerido, no entanto, que a origem do melhor amigo do homem seria o Leste Asiático ou o Oriente Médio. Especialistas elogiaram os atuais resultados, mas alertaram que o debate sobre qual teoria é verdadeira não deve terminar tão cedo.
  Todos concordam, porém, que os cães se originaram dos lobos e provavelmente se associaram aos seres humanos atraídos por alimentos ou restos de animais descartados por caçadores e coletores. Durante um longo processo, os cães foram domesticados e se mostraram úteis para caçar e proteger seus donos.
   Para chegar a essas conclusões, os autores coletaram amostras de DNA de 18 fósseis de animais semelhantes a lobos e cachorros que viveram há 36 mil anos em países como Argentina, Bélgica, Alemanha, Rússia, Suíça e EUA.
   Os cientistas então compararam esse material genético com amostras modernas de 49 lobos da América do Norte, Ásia, Europa e do Oriente Médio, além de amostras de quatro coiotes e 77 cães de uma grande variedade de raças.
   Segundo os pesquisadores, o DNA dos cães modernos mostrou grandes semelhanças com o de antigos espécimes europeus e também com o dos lobos europeus modernos. Eles destacam, ainda, que esses animais surgiram antes do aparecimento da agricultura.
   Robert Wayne, da Universidade da Califórnia em Los Angeles e um dos responsáveis pelo estudo, disse que agora há três possíveis hipóteses sobre as origens dos cães e que o tipo de lobo que deu origem a esses animais domésticos já foi extinto.
   Outro autor, Olaf Thalmann, da Universidade de Turku, na Finlândia, afirmou que a descoberta não significa que a Europa tenha sido o único lugar onde os cães apareceram pela primeira vez.
   "Concluímos que a Europa desempenhou um papel importante no processo de domesticação canina", ressaltou.

Vista lateral de crânio de lobo da era geológica Pleistoceno. Fóssil de 26 mil anos, ainda com dentes,
foi encontrado em caverna da Bélgica. (Foto: Royal Belgian Institute of Natural Sciences/AP)
FONTE: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/11/caes-modernos-surgiram-na-europa-ha-pelo-menos-19-mil-anos-diz-estudo.html

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Pra que servem as linhas da palma das mãos???

   Durante o desenvolvimento do embrião, o ectoderma que mais tarde dará origem a pele, recebe “sinais químicos” que contribuem para a formação das linhas e das cristas e determina as impressões digitais e as linhas das mãos. O padrão de linhas e cristas é formado apenas uma vez na derme, esse molde é reproduzido na pele quando ela se forma e se matem por toda vida. Todo este processo não é desencadeado por características genéticas. É por isso que os gêmeos idênticos que possuem genoma igual, mesmo assim apresentam as impressões digitais diferentes.   Alguns pesquisadores não acreditam que essas marcas tenham função biológica. No entanto, essas dobras não são formadas por acaso. Sabe-se que as linhas palma das mãos assim como as digitais nos dedos servem para aumentar o atrito na nossa pele, o que facilita a aderência em objetos. Sem essas marcas, as coisas escorregariam de nossas mãos como um sabonete molhado. Pois, quando pegamos um sabonete a espuma preenche os espaços entre as linhas e digitais da mão fazendo com que nossa mão fique lisa facilitando que qualquer coisa escorregue facilmente. A mesma coisa acontece com o hidratante que deixa a mão escorregadia. As linhas nas mãos também facilitam os movimentos dos dedos. Se tivéssemos as mãos sem nenhuma ruga, a pele esticaria a qualquer estímulo, limitando os movimentos.
   Ao contrário do que diz a Quiromancia, para a ciência, não existe nenhuma razão para que as linhas da palma da mão se formem com um padrão que permita a previsão do futuro. Mas existe um padrão das linhas das mãos para os portadores de Síndrome de Down. As pessoas com este problema apresentam uma linha única na horizontal na palma da mão, mas ainda não se sabe porque as pregas palmares nessas pessoas apresentam esse desenho.

Os portadores de Síndrome de Down apresentam uma linha única na horizontal na palma da mão


FONTE: CIÊNCIA HOJE

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Hermafroditismo: manifestação de gônadas sexuais masculinas e femininas

   O hermafroditismo é uma anomalia sexual ainda pouco conhecida, configurando um distúrbio morfológico e fisiológico das gônadas sexuais de um indivíduo, que simultaneamente manifesta estrutura tecidual testicular e ovariana.   Através de estudos realizados foi descoberto que o hermafroditismo está associado a uma ocorrência de dispermia, ou seja, acontece uma fecundação normal (espermatozoide e óvulo saudáveis) e outra fecundação paralela anormal (espermatozoide e um óvulo inativo).
   Na maioria dos casos ocorre uma fusão do testículo e do ovário (que chamamos de ovotetis), ou desenvolvimento de um testículo e de um ovário posicionados lateralmente no corpo. Normalmente o hermafroditismo possui um aspecto externo da genitália masculina, nesse caso externamente o homem possui testículos e internamente possui ovários. Nas demais situações, a genitália possui aspecto feminino, pode apresentar órgãos femininos com um desenvolvimento anormal do clitóris ou dependendo do caso, apresentar duas ovotetis ou ovotetis e gônadas.
   Geralmente as pessoas com essa anomalia somente revelam o hermafroditismo durante a puberdade: onde ocorrem menstruação e crescimento das mamas em “meninos” e falha menstrual, crescimento do clitóris e surgimento de pelos em “meninas”.

Hermafrodita, famosa estátua exposta no museu do Louvre, em Paris

sábado, 7 de setembro de 2013

Em busca dos segredos do 'Homem Elefante'

Pesquisadores britânicos tentam esclarecer que doença acometeu Joseph Merrick, 123 anos após sua morte

Mesmo depois de 123 anos de sua morte, curiosidade sobre a doença do 'Homem Elefante' continua viva

  O "Homem Elefante", cujo nome verdadeiro era Joseph Merrick, foi objeto da curiosidade de muita gente, durante toda a sua vida na Inglaterra, inclusive de diversos médicos da era vitoriana, que fizeram vários estudos sobre sua anomalia.
   A história de Merrick foi consagrada nos anos 1980 pelo diretor David Lynch, que levou às grandes telas o drama do britânico que tinha 90% do corpo deformado pelo que se acreditava ser uma neurofibromatose múltipla - doença degenerativa óssea que hoje em dia tem tratamento. 
   Exibido como um monstro em circos, Merrick chegou a ser visto como débil mental, já que tinha dificuldades para falar. O médico Frederick Treves foi quem mais se aproximou de Merrick para tentar entender sua doença.
   Mas hoje, 123 anos depois da morte de Merrick, cientistas acreditam que seus ossos contém segredos sobre sua anomalia que podem beneficiar a ciência médica.
   Merrick começou a desenvolver a doença ainda quando criança. Apesar de ter sido bastante examinado na época por vários médicos, a causa da má formação da sua cabeça, da curvatura acentuada de sua espinha dorsal, da pele cheia de saliências, do braço direito mais crescido que o esquerdo, nunca foi totalmente esclarecida pela medicina.

Anomalias de Merrick são consideradas as mais severas já vistas até hoje;
face foi especialmente comprometida com crescimento ósseo exagerado - BBC
Dilema do esqueleto 
   Para efeito de comparação, a condição genética dos ossos do rei Ricardo III , encontrado este ano enterrado por centenas de anos debaixo de um estacionamento em Leicester, no norte da Inglaterra, é bem melhor do que os ossos de Merrick pelo fato de nunca terem sido alvejados com cloro.    As graves deformidades do Homem Elefante são facilmente notadas no esqueleto, mas restritas a apenas determinadas áreas do corpo. Seu crânio tem grandes saliências de ossos crescidos na fronte e no lado direito.
   O braço direito e bem mais longo do que o esquerdo, que parece ser do tamanho normal. Seu fêmur direito (parte de cima da perna) é bem mais longo e grosso do que o esquerdo. Sua coluna também é extremamente curvada, deixando o corpo todo torto.
   "Quando Merrick estava sendo formado na barriga de sua mãe, é bem provável que uma alteração genética tenha acontecido, não antes do espermatozoide e o óvulo terem se juntado - mas provavelmente num estágio em que existia um certo número de células, onde apenas algumas contribuíram para o desenvolvimento do problema", afirma Trembath.

Desafios
   O esqueleto do Homem Elefante é mantido trancado em um pequeno museu do Royal London Hospital (Hospital Real de Londres), onde normalmente não está em exibição. Este é o mesmo hospital onde Merrick passou seus últimos anos como amigo e paciente do famoso médico da era vitoriana, Frederick Treves, local onde ele morreria aos 27 anos de idade em abril de 1890.
   De acordo com Treves, Merrick morreu ao ter o pescoço deslocado enquanto dormia, por causa do grande peso de sua cabeça.
   O time de geneticistas que tenta extrair o DNA é liderado pelo médico Michael Simpson, do King's College. Em seu laboratório, ele tem trabalhado em segmentos de ossos para tentar desenvolver novas técnicas para extrair informação genética a partir de material severamente danificado por embranquecimento a cloro.
   Os geneticistas tiveram sucesso em obter o DNA, mas continuam trabalhando em métodos para limpar o DNA severamente danificado para obter uma sequência genética completa.
   Este passo é importante para se identificar onde o código genético de Merrick sofreu alguma mutação. Para complicar a tarefa ainda mais, Simpsom acredita que os ossos também foram encerados (impermeabilizados com cera), o que também afeta o DNA.
   Para completar essa tarefa, Simpson admite que "há alguns desafios".
   "Com algumas otimizações, eu estou confiante que teremos sucesso. Nós temos uma grande chance de obter um bom sequenciamento do genético", diz Simpson.
   A técnica envolve a perfuração de uma área para se obter uma pequena quantidade de pó do osso, tratamento com detergentes e enzimas para extrair proteína e assim remover o DNA.
  Quando o trabalho começar no esqueleto de Merrick, a intenção é fazer comparações entre o DNA em áreas danificadas dos ossos com a de áreas normais. Duas áreas principais foram identificadas para perfuração e obtenção do pó do osso: a parte de dentro do crânio e a raiz de um dos dentes.


Resultados para a ciência 
   Além da curiosidade científica para descobrir a real condição médica do Homem Elefante, Trembath acredita que os resultados da pesquisa poderão ajudar a ciência médica moderna a entender melhor o processo de divisão celular.
   "Este é um exemplo significativo de tecido hiper desenvolvido", explica Trembath enquanto examina áreas crescidas de osso no crânio.
   "O entendimento da regulagem do crescimento celular é um das coisas mais fundamentais que precisamos conhecer. Isto está por trás do desenvolvimento de tumores e precisamos entender melhor como os tumores se desenvolvem", explica.
   Ele aponta que o próprio Merrick era engajado em ajudar os médicos vitorianos entender sua doença. Mais de um século depois, o trabalho ainda continua.
   "Eu tenho a sensação de que ele (o Homem Elefante) é um parceiro sempre querendo nos ajudar a chegar lá. Ele representa um dos mais casos mais graves de hiper crescimento (ósseo) já vistos. Por isso, essa é uma oportunidade única para obtermos conhecimentos fundamentais sobre biologia humana, e Merrick sabia que ele continha essa informação". 
Fascínio com o 'homem elefante' 
- A história de Merrick está em livros, peças de teatro e em filme.A peça escrita por Bernard Pomerance, em 1977, com o título "O Homem Elefante", foi sucesso de montagem na Brodway, com David Bowie dentre os atores que fizeram o papel de Merrick.
- O ator John Hurt ganhou um Bafta (British Film Awards) por sua interpretação de Merrick no filme "O Homem Elefante", de David Lynnch, em 1980.
- Michael Jackson teria tentado comprar os ossos de Merrick do Royal London Hospital em 1987.
Possíveis causas da anomalia de Merrick 
- Neurofibromatose do tipo 1: condição genética que afeta um em 3 mil nascidos e que causa o crescimento de tumores ao longo do sistema nervoso. Sintomas mais leves incluem marcas de cor marrom ou saliências na pele
- Síndrome de Proteus: condição rara que causa o hiper crescimento dos ossos, tecidos e órgãos, frequentemente acompanhado por tumores - o nome deriva do deus grego 'Proteus' que podia mudar de forma.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Brasileira cria pele artificial com tecido de porco

Se for compatível, o material poderá ser uma alternativa barata para a pele usada em transplantes, tecido mais escasso em bancos de órgãos

Pele artificial: o material vai passar por estudos de compatibilidade com a pele humana e,
após a confirmação, testes clínicos poderão ser realizados (Divulgação)
   Uma brasileira especialista em aproveitamento de resíduos sólidos desenvolveu uma pesquisa inusitada para a produção de pele artificial. O material, produzido com base na pele de porcos, pode ser uma alternativa barata para a pele humana, o tecido mais escasso em bancos de órgãos. O trabalho foi realizado pela química Joana D’Arc Félix de Sousa, com seus alunos do curso técnico em curtimento (tratamento de pele de bois e porcos para a fabricação de couro) da Escola Técnica Estadual (Etec) de Franca, no interior do estado de São Paulo.
   Segundo a pesquisadora, a inspiração para este trabalho surgiu ao ver uma notícia de que estava faltando pele humana para transplantes. Na ocasião, só havia três bancos de pele funcionando no país — em Porto Alegre, São Paulo e Recife. Há alguns meses, no entanto, Curitiba também inaugurou o seu.
   A pele de porco, que tem 78% de semelhança com a humana, já é usada em enxertos temporários, mas não de modo definitivo, por causar rejeição. Para resolver este problema, a equipe utilizou derme (camada intermediária da pele, localizada abaixo da epiderme) de porcos como matriz para criar um modelo mais adequado ao ser humano. “
   Com um processo de purificação da pele, que eliminou gordura, proteínas e células suínas, todo o material genético do animal foi retirado do tecido. Com o material limpo, a etapa seguinte foi preenchê-lo com colágeno de boi, para manter as características estruturais da pele humana.

Economia — A substância, utilizada em cosméticos, é comercializada a preços que podem chegar a 53 reais o quilo. Para evitar esse gasto, a alternativa foi extrair a substância de resíduos de couro curtido. Dessa forma, os pesquisadores obtiveram o colágeno a um custo de apenas dois reais o quilo. Segundo Joana, 1,5 metro da pele obtida com base na derme de porco custa 83 reais, enquanto a mesma quantidade de pele artificial pode custar até 5.000 reais.
   Amostras do material estão sendo enviadas para serem analisadas pela pesquisadora Silvya Stuchi Maria-Engler, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), que também desenvolve peles artificiais. Ela vai testar a compatibilidade com a pele humana e, após a confirmação, testes clínicos poderão ser realizados.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

3 de setembro - Dia do biólogo!

Eles podem assessorar nos aspectos ecológicos, morfo-anatômicos, fisiológicos, fitogênicos e tantos outros de grande importância, para lograr um resultado impecável naquele jardim que sonhamos. Deixo minha homenagem a todos os biólogos que, inspirados por Gregor Mendel, Charles Darwin e, mais recentemente, por Ernst Mayr, procuram entender melhor a nossa relação com a natureza.


ORAÇÃO DO BIÓLOGO!!!

Credo Molecular

Creio no DNA todo poderoso
Codificador de todos os seres vivos
E no RNA, seu único filho
Que foi concebido pelo poder da RNA polimerase
Nasceu como transcrito primário
Padeceu sob RNAses
Foi processado, modificado e transportado
Desceu ao citoplasma
Foi traduzido em proteína
Subiu pelo RE ao complexo de Golgi
E está ancorado à direita de uma proteína G na
Membrana plasmática
De onde há de vir a controlar a transdução de sinais
Em células normais e apoptóticas
Creio na Biologia Molecular
Na terapia gênica e na biotecnologia
No sequenciamento do genoma humano
Na correção de mutações
Na clonagem da Dolly
Na vida eterna

Amém




Biólogo não come, degusta.
Biólogo não cheira, olfata.
Biólogo não toca, tateia.
Biólogo não respira, quebra carboidratos.
Biólogo não tem depressão, tem disfunção no hipotálamo.
Biólogo não admira a natureza, analisa o ecossistema.
Biólogo não elogia, descreve processos.
Biólogo não tem reflexos, tem mensagem neurotransmitida involuntária.
Biólogo não facilita discussões, catalisa substratos.
Biólogo não transa, copula.
Biólogo não admite algo sem resposta, diz que é hereditário.
Biólogo não fala, coordena vibrações nas cordas vocais.
Biólogo não pensa, faz sinapses.
Biólogo não toma susto, recebe resposta galvânica incoerente.
Biólogo não chora, produz secreções lacrimais.
Biólogo não espera retorno de chamadas, espera feed backs.
Biólogo não se apaixona, sofre reações químicas.
Biólogo não perde energia, gasta ATP.
Biólogo não divide, faz meioses.
Biólogo não faz mudanças, processa evoluções.
Biólogo não falece, tem morte histológica.
Biólogo não se desprende do espírito, transforma sua energia.
Biólogo não deixa filhos, apresenta sucesso reprodutivo.
Biólogo não deixa herança, deixa pool gênico.
Biólogo não tem inventário, tem hereditário.
Biólogo não deixa herdeiros ricos, pois seu valor é por peso vivo.

Feliz Dia do Biólogo a todos!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Falta de proteína pode ser a causa para a perda de memória na velhice

Em pesquisas com camundongos, cientistas estudaram diferença entre Alzheimer e perda de memória por idade

   Cientistas americanos podem ter encontrado uma pista importante para a perda de memória ao longo da vida. Experiências feitas com camundongos sugerem que os baixos níveis de proteína no cérebro são os responsáveis pelo esquecimento.


O estudo publicado pela revista científica Science Translational Medicine afirma que a perda de memória não tem relação com Alzheimer.A equipe do Columbia University Medical Centre começou analisando o cérebro de oito pessoas já mortas, com idades de 22 a 28 anos, que doaram seus órgãos para pesquisa médica.
Eles encontraram 17 genes cujas atividades variavam com a idade. Um deles continha instruções para fazer a proteína RbAp48, que ficou menos ativo com o tempo.
Camundongos jovens criados com baixos níveis de RbAp48 em laboratório tiveram desempenho mais fraco em testes de memória. Usando um vírus para melhorar o nível de RbAp48 em camundongos mais velhos pareceu melhorar a memória e reduzir o nível de deterioração.
"O fato de que nós fomos capazes de reverter a memória relacionada ao envelhecimento em camundongos é bastante animador", disse o professor Erica Kandel, que trabalhou na pesquisa.
"No mínimo, mostra que essa proteína é um fator importante, e faz alusão ao fato de que a perda de memória relacionada à idade acontece em função de uma mudança nos neurônios. Ao contrário do Alzheimer, não existe perda signigicativa (no número) de neurônios."
Ainda não se sabe o impacto que o ajuste no nível de RbAp48 tem no cérebro humano, que é mais complexo. Nem mesmo é sabido se seria possível manipular estes níveis com confiança.
Simon Ridley, da entidade Alzheimer Research UK, que não participou da pesquisa, disse que os resultados do estudo avança em uma área desafiadora para a ciência, que é a compreensão sobre os mecanismos que causam Alzheimer e os que provocam perda de memória em relação à idade.

Rãs minúsculas das Ilhas Seychelles 'ouvem' pela boca, revela estudo

Cavidade bucal amplifica frequências de sons emitidos por anfíbios.Animais tropicais não têm ouvido médio nem tímpano, mas não são surdos.

Rã da espécie 'Sooglossus gardneri' 'ouve' pela boca, aponta novo estudo (Foto: HO/CNRS/AFP)

   Algumas das menores rãs tropicais do mundo não têm ouvido médio nem tímpano, mas são capazes de "ouvir" pela boca, afirmaram cientistas nesta segunda-feira (2). A maioria das rãs tem ouvido médio, parte do aparelho auditivo que inclui o tímpano e pequenos ossos na parte externa da cabeça. Os tímpanos então vibram quando percebem ondas sonoras, reenviando essas vibrações ao ouvido interno e depois ao cérebro.
   Esse, porém, não é o caso das minúsculas rãs Gardiner (Sooglossus gardneri), que vivem nas florestas tropicais das Ilhas Seychelles, no Oceano Índico, e medem apenas 1 cm de comprimento, destacou o estudo, publicado na revista "Proceedings of the Natural Academy of Sciences" (PNAS), da Academia Americana de Ciências.
   Os pesquisadores pensavam que essas rãs fossem surdas, até que as expuseram a gravações do coaxar de outras espécies. Durante as experiências, os cientistas perceberam que os machos Gardiner respondiam, o que demonstrou que conseguiam ouvir.
   Radiografias também evidenciaram que nem os pulmões, nem os músculos desses anfíbios os ajudavam a transmitir sons a seus ouvidos internos. Apesar disso, os autores descobriram que a boca deles age como um "amplificador" das frequências dos sons emitidos. Esse sistema é estimulado por pequenas membranas localizadas entre a boca e o ouvido interno.
   "A combinação da cavidade bucal e a condução óssea permite que as rãs Gardiner percebam sons de forma eficaz, sem usar o tímpano do ouvido médio", explicou Renaud Boistel, da Universidade de Poitiers e do Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França (CNRS, na sigla em francês).
   "Demonstramos que a presença de ouvido médio não é uma condição necessária para a audição terrestre, apesar de ser a solução mais versátil para a vida na Terra", destacou o autor.

sábado, 31 de agosto de 2013

DIGESTÃO E RESPIRAÇÃO - 3º FASE

Conceitos:

Alimentos: são estruturas que possuem nutrientes.
Nutrientes: são substâncias químicas utilizadas no metabolismo.
Digestão: é o conjunto de processos que tem como resultado a obtenção de nutrientes dos alimentos

Classificação dos animais quanto ao tipo de alimentação

Carnívoros: Carnívoros
•Alimentam-se exclusivamente de carne.
•Exs.: Leão, gato, cão.
Herbívoros:Herbívoros
•Alimentam-se exclusivamente de vegetais.
•Exs.: Cabra, cavalo, vaca.
Onívoros:Onívoros
•Alimentam-se de carne e vegetais.
•Exs.: Ser humano, chimpanzé, urso-pardo.
Glândulas salivares: insalivação e digestão de carboidratos.




Nutrientes

Quanto a quantidade:

  • Macronutrientes: são necessários em quantidades relativamente grandes. 
Exs.: Carboidratos, proteínas e lipídios.
  • Micronutrientes: são necessários em quantidades relativamente pequenas.
Exs.: Sais minerais e vitaminas

Quanto a função:

  • Energéticos: são utilizados no metabolismo energético, ou seja, no fornecimento de energia.
Exs.: Carboidratos e lipídios.
  • Construtores ou plásticos: são utilizados no metabolismo plástico, isto é, na construção e/ou reconstrução de estruturas.
Exs.: Proteínas
  • Reguladores: são responsáveis pela regulação metabólica.
Exs.: Sais minerais e vitaminas.
Obs.: Os nutrientes podem apresentar funções múltiplas. Por exemplo, existem lipídios na membrana celular e carboidratos estruturais (celulose e quitina)

I- Digestão mecânica

Mastigação: fragmentação dos alimentos por ação dos dentes, língua e músculos das bochechas (bucinadores).
Deglutição: condução dos alimentos através da garganta ao esôfago (promovendo o fechamento da glote pelo movimento da epiglote, evitando o engasgo), e daí para o estômago.
Movimentação peristáltica: condução dos alimentos através do tubo digestório por ação da musculatura de sua parede
II- Digestão química
É realizada por substâncias químicas, principalmente as enzimas conhecidas como hidrolases, que quebram macromoléculas em subunidades por adição de moléculas de água (hidrólise).

III- Bile

Órgão produtor: fígado.
Armazenamento: é armazenada em uma pequena bolsa (vesícula biliar) anexa ao fígado.
Local de ação: age nas primeiras porções do intestino delgado, reduzindo gotas de lipídios a gotículas (emulsificação), o que aumenta a superfície de contato com as lipases.

Obs.: A bile fragmenta as gotas de lipídios, mas não as digere, daí sua função físico-química.







RESPIRAÇÃO

A respiração é fundamental para vida humana sendo responsável pela troca dos gases oxigênio (O2) e dióxido de carbono (CO2) do organismo, com o meio ambiente.
Para receber o oxigênio (O2) presente na atmosfera e eliminar dióxido de carbono (CO2), os seres humanos precisam de todos os órgãos presentes no sistema respiratório para fazer as trocas gasosas. Os órgãos responsáveis por este processo são: fossas nasais, faringe, laringe, traqu[eia, brônquios e alvéolos pulmonares.


Nariz ou Fossas Nasais
O ar ao chegar ao nariz é aquecido, umedecido e filtrado.

FaringeAo atingir a faringe, órgão atuante nos sistemas digestivos e respiratório, existe uma cartilagem denominada epiglote que trabalha como uma válvula impedindo que alimentos atinjam as vias respiratórias, e assim o ar é conduzido até a laringe.
Laringe



A laringe além de conduzir o ar que se dirige aos pulmões, é o local onde se localizam as cordas vocais fundamentais para a fala.
Traquéia

A traquéia, um tubo elástico de aproximadamente 12 cm, constituído por anéis de cartilagem, conduz o ar que esta dentro do tórax até se dividirem formando os brônquios.
Brônquios

Os brônquios são formados por 2 ramificações da traquéia que chegam até os pulmões. Entram nos pulmões onde sofrem várias bifurcações sendo transformados em bronquíolos.
Alvéolos pulmonares

Formadas por células epiteliais com características achatadas os alvéolos pulmonares são pequenos sacos localizados no final dos menores bronquíolos. São rodeados de vasos sanguíneos, onde ocorre a hematose (trocas gasosas).

Pulmões
Os pulmões são órgãos esponjosos, envolvidos por uma camada de tecido denominado pleura. São constituídos pelos bronquíolos, alvéolos e vasos sanguíneos.

Transporte dos gases respiratórios

O oxigênio é transportado pela hemoglobina, uma metaloproteína constituída de ferro, que está presente nas hemácias(glóbulos vermelhos).
O oxigênio dentro dos alvéolos pulmonares difunde-se até os capilares sanguíneos penetrando nas hemácias, onde se liga com a hemoglobina, sendo o gás carbônico jogado para fora. Este processo denomina-se hematose.
O processo nos tecidos acontece quando o gás oxigênio desliga-se das moléculas de hemoglobina sendo difundido pelo líquido tissular chegando até as células. As células liberam o gás carbônico que reage com a água formando o ácido carbônico que logo é difundido no plasma do sangue.

Movimentos Respiratórios

O processo de respiração é dividido em dois movimentos:

Inspiração: Através da contração do diafragma e dos músculos intercostais, a inspiração, promove a entrada de ar dentro do organismo. O ar inspirado contém cerca de 20% de oxigênio e apenas 0,04% de gás carbônico.

Expiração: Através do relaxamento do diafragma e dos músculos intercostais, a expiração, promove a saída de ar dos pulmões. O ar expirado contém 16% de oxigênio e 4,6 % de gás carbônico
.

Alvéolos pulmonares: locais das hematoses




A Importância da Respiração

A respiração é fundamental para manter o bom funcionamento dos pulmões e de todo corpo humano, sendo essencial para a vida.
A respiração correta gera uma série de benefícios ao organismo onde produzem pressões no ventre que atuam de forma eficiente e direta melhorando a digestão.
Também contribui para eliminar as toxinas que se formam no corpo, modificando os resíduos, equilibrando as funções orgânicas e ajudando no fortalecimento de organismos debilitados.
Estudos relatam que tornar a respiração mais lenta e profunda ajuda a acalmar e relaxar o organismo, diminuindo as batidas do coração. Além disso, a respiração correta ajuda melhorar a elasticidade dos pulmões, mantendo um bom equilíbrio entre os gases no corpo.



terça-feira, 27 de agosto de 2013

Conheça a triste história do chinês que nasceu com seu coração na barriga


   Um homem que sempre viveu com o coração no abdômen respira aliviado após receber ajuda.
   Huang Rongming, da província de Henan, China, passou por uma cirurgia para mudar radicalmente sua condição de vida, removendo um órgão tão vital quanto o coração do seu abdômen e o encaixando onde deveria estar, na caixa torácica.
   Ele viveu durante 24 anos com o problema, até que um médico soube de sua condição, oferecendo-lhe uma cirurgia para melhorar sua vida que estava em estado precário. Apesar da atitude do cirurgião, era necessário dinheiro para o procedimento.
   O deslocamento cardíaco congênito é uma condição extremamente rara e ocorre em apenas 5 de cada 1 milhão de bebês que nascem. Rongming nunca pode pagar a cirurgia e só recebeu ajuda após seu caso ser amplamente divulgado pela mídia.
   “É um sonho tornando-se realidade. Vou levar uma vida normal como todos os outros”, disse Rongming em entrevista ao jornal China Daily.
   Antes da cirurgia, era possível ver com muita clareza o coração de Rongming bombeando sangue para o seu corpo. Ele ficava protegido apenas por uma fina camada de pele, deixando sua barriga com aspecto abaulado na parte superior.
   Quando nasceu, os médicos não acreditavam que ele pudesse sobreviver por muito tempo, pois seu coração tinha defeitos e era extremamente vulnerável a lesões.


   Seus pais comentaram que ele sempre ficava ansioso para brincar com os meninos, mas era proibido porque qualquer queda ou pancada poderia matá-lo.
   O médico Dong Nianguo, cirurgião cardíaco do Hospital de Wuhan, ficou surpreso quando soube que existia um caso assim em um rapaz de 24 anos. Os testes mostraram que seu estado de saúde estava se deteriorando e necessitava de cirurgia imediata no total de R$ 80 mil reais.
   A mídia deu a ele uma grande divulgação e em menos de 6 dias ele já havia recebido o valor necessário para a cirurgia através de doações.
   A cirurgia, que durou mais de 10 horas, foi um sucesso e seu abdômen agora está plano e o defeito congênito em seu coração foi corrigido: “Eu sou normal agora graças a muitas almas gentis”, declarou.

Veja as regras que a esposa de Albert Einstein precisava seguir para ficar com ele

A obra revela que Einstein era um cara passional, tanto na vida pessoal como na científica.


Durante a faculdade, teria se apaixonado por uma sérvia, Mileva Maric, com quem viria a se casar e ter três filhos.



No entanto, a dedicação exigida pela Ciência faria com que o gênio se afastasse de sua esposa e acabaria enfraquecendo o relacionamento. Para salvar o casamento em nome dos filhos, Einstein teria feito uma lista com algumas condições para continuar ao lado dela. Confira o que o gênio exigiu da moça.

Condições

1 – Você irá certificar-se que as minhas roupas e lavanderia são mantidas em ordem, que eu irei receber minhas três refeições regularmente no meu quarto, que o meu dormitório e minha sala de estudo serão mantidos limpos e, especialmente, que a minha mesa será usada apenas por mim;

2 – Você vai renunciar a todas as relações pessoais comigo. Especificamente, você vai renunciar: a se sentar ao meu lado, sair e viajar comigo.

3 – Você vai obedecer aos seguintes pontos: não vai esperar qualquer intimidade de mim, nem vai me censurar de forma alguma; vai parar de falar comigo se eu pedir; vai sair do meu quarto de estudo imediatamente, sem protesto, se eu pedir; vai se comprometer a não me menosprezar na frente dos nossos filhos, seja através de palavras ou comportamento.


Difícil viver com um gênio, não? Como era de se esperar, as exigências não foram respeitadas e o casamento acabou. Na biografia, Isaacson revela que Einstein fez, então, uma proposta para conseguir o divórcio. “Ganharia o prêmio Nobel um dia, disse; se ela lhe desse o divórcio, ele lhe daria o dinheiro do prêmio. Ela pensou por uma semana e aceitou”, revela Isaacson. O escritor completa que, em 1921, quando foi premiado, Einstein cumpriu o acordo e entregou o valor do prêmio à ex-esposa. Como para muitas mulheres inteligência é afrodisíaca, ele já estava casado com outra vítima mulher.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Células embrionárias serão testadas em humanos pela primeira vez no Brasil

Um tratamento para cegueira em idosos, parceria entre Unifesp e Universidade do Sul da Califórnia, deve ser testado no país no próximo ano


Teste clínico: no próximo ano, quinze pacientes selecionados pela Unifesp
devem receber o tratamento experimental(Thinkstock)

   O Brasil deve iniciar em breve seus primeiros testes com células-tronco embrionárias, segundo revelou o jornal Folha de S. Paulo, nesta quarta-feira. O projeto, uma parceria entre a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, vai avaliar a segurança da terapia com células-tronco em pacientes com degeneração macular relacionada à idade, a principal causa de cegueira em idosos.
   A doença ocorre quando “restos celulares”, subprodutos das células, deixam de ser eliminados corretamente e vão se acumulando sobre a mácula, região localizada no centro da retina, que contém células fotorreceptoras e é responsável pela percepção dos detalhes. Os pesquisadores descobriram que as células-tronco embrionárias, que são capazes de se transformar em qualquer tipo de célula do organismo, podem assumir com facilidade o papel das células do epitélio pigmentar, que é a região colada à retina responsável por eliminar esses “restos” de células.
   Cooperação – A técnica poderá ser testada no país graças ao oftalmologista brasileiro Rodrigo Brant, da Unifesp, integrante do estudo feito na Califórnia que desenvolveu a terapia, além de um acordo entre o estado americano e o CNPq, órgão brasileiro de financiamento de pesquisas. Não serão utilizados, porém, células obtidas a partir de embriões descartados no Brasil.
   A Unifest deverá recrutar 15 pacientes e submetê-los, no próximo ano, a um procedimento cirúrgico para a colocação dessas células no olho, com objetivo de avaliar a segurança do tratamento. Alguns testes com essas células já foram realizados nos Estados Unidos e, segundo Brant, estudos com animais feitos no Brasil apresentaram resultados animadores.
   Detalhes do projeto serão anunciados em uma reunião da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), que tem início nesta quarta-feira, na cidade de Caxambu, Minas Gerais.





FONTE: VEJA (http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/celulas-embrionarias-serao-testadas-em-humanos-pela-primeira-vez-no-brasil)

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Panda Yuan Zai, nascido em Taiwan, abre os olhos pela primeira vez

Filhote que nasceu em 6 de julho é o primeiro panda nascido em Taiwan.Na semana passada, bebê voltou à companhia da mãe após internação.

Yuan Zai abre os olhos pela primeira vez.. (Foto: AFP Photo/Taipei City Zoo)

   Depois de ser colocada na companhia da mãe Yuan Yuan na semana passada, a panda recém-nascida Yuan Zai abriu os olhos pela primeira vez. As imagens foram divulgadas pelo Zoológico de Taipei.
   Yuan Yuan deu à luz o primeiro panda nascido em Taiwan no dia 6 de julho. Na semana passada, mãe e filha reencontraram-se após o filhote ter passado um período na incubadora.
   O público só poderá ver Yuan Zai ao vivo depois de três meses do nascimento, a partir de outubro.

Filhote só poderá ser visto por público de zoo em outubro. (Foto: AFP Photo/Taipei City Zoo)
FONTE: G1 ( http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/08/panda-yuan-zai-nascido-em-taiwan-abre-os-olhos-pela-primeira-vez.html)

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Cientistas querem provocar sistema imunológico a atacar câncer

O isolamento das células que impedem ataques autoimunes pode fazer o organismo combater o câncer

  Uma equipe de cientistas americanos do Hospital Infantil da Filadélfia descobriu uma forma de provocar o sistema imunológico a atacar células de tecidos do corpo e ajudar no combate ao câncer .


A pesquisa mostrou resultados em um determinado tipo de câncer de pulmão

   O sistema imunológico é delicadamente equilibrado para atacar invasores e não combater os próprios tecidos do corpo.
   Assim, existem muitas doenças autoimunes, tais como a diabetes do tipo 1 e a esclerose múltipla, que ocorrem quando o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo por engano.

Imunoterapia

   Pesquisas feitas com células T, que ajudam na produção de anticorpos no organismo, têm sido bastante populares na área de estudos do câncer e de doenças autoimunes.
   As células T fazem parte do sistema imunológico, e ajudam a equilibrá-lo impedindo que ataque o próprio corpo.
   Os pesquisadores procuraram interromper a função da célula T, com a intenção de deixar o sistema imunológico atacar células cancerígenas.
   Wayne Hancock, um dos pesquisadores envolvidos no estudo, disse: "Nós precisamos encontrar uma maneira de reduzir a função da célula T de forma que ela permita uma atividade antitumoral, mas sem reações autoimunes."

Pesquisa promissora

   Os pesquisadores criaram camundongos que não tinham a química necessária para fazer as células T trabalharem de forma eficaz - e por isso elas não impediam um ataque do sistema imunológico a tecidos do corpo.
   Para confirmar o experimento, os cientistas usaram uma droga que produziu o mesmo efeito em ratos normais.
   Em ambos os testes, a mudança no sistema imunológico restringiu o crescimento de um tipo de câncer de pulmão .
   "O estudo abre as portas para uma nova forma de imunoterapia para o combate ao câncer", disse Hancock.
   No entanto, ainda há um longo caminho a ser percorrido para o tratamento de pacientes com câncer. Outros testes serão necessários para ver se os mesmos procedimentos podem ser usados no sistema imunológico humano, antes de testes clínicos.
   Emma Smith, do Cancer Research UK, disse: "Colocar o poder do nosso sistema imunológico contra o câncer é um campo promissor de pesquisa, e algo que cientistas do mundo todos estão estudando."
   "Estes resultados são mais um passo para o desenvolvimento de novos tratamentos que agem dessa forma, mas a pesquisa ainda está em fase inicial, e ainda não sabemos se essa abordagem será segura ou eficaz em humanos," concluiu Smith.

FONTE: iG (http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2013-08-19/cientistas-querem-provocar-sistema-imunologico-a-atacar-cancer.html)

sábado, 17 de agosto de 2013

Estudo identifica mutações genéticas que dão origem a câncer

Pesquisadores identificaram 21 marcadores genéticos relacionados a 97% dos 30 tipos mais comuns de câncer



  Cientistas anunciaram o que dizem ser um novo marco na pesquisa do câncer , após identificarem 21 mutações que estariam por trás da maioria dos tumores .
   O estudo, que foi divulgado no periódico Nature , afirma que estas modificações do código genético são responsáveis por 97% dos 30 tipos mais comuns de câncer.
   Descobrir o que causa as mutações pode levar à criação de novos tratamentos.
   Algumas dessas causas, como o hábito de fumar, já são conhecidas, mas mais da metade delas ainda são um mistério.
   Durante o período de uma vida, células desenvolvem uma série de mutações que podem vir a transformá-las em tumores letais que crescem incontrolavelmente.
   

Origens do câncer

  A equipe internacional de pesquisadores estava procurando as causas das mutações como parte da maior análise já feita sobre o genoma do câncer.
   As causas mais conhecidas de mudanças no DNA, como a superexposição aos raios UV e o hábito de fumar, aumentam as chances de desenvolver a doença.
  Mas cada uma delas deixa também uma marca única ─ um a espécie de assiantura ─ que mostra se foi o fumo ou a radiação UV, por exemplo, o responsável pela mutação. 
   Os pesquisadores, liderados pelo Instituto Sanger, do Reino Unido, procuraram por mais exemplos destas "assinaturas" em 7.042 amostras tiradas dos 30 tipos mais comuns de câncer.
   Eles descobriram que 21 marcas diferentes eram responsáveis por 97% das mutações que causavam os tumores.   "Estou muito animado. Esses padrões, essas assinaturas, estão escondidos no genoma do câncer e nos dizem o que está realmente causando o câncer em primeiro lugar ─ é uma compreensão muito importante", disse Sir Mike Stratton, diretor do Instituto Sanger, à BBC.
   "É uma conquista significativa para a pesquisa sobre câncer, é bastante profundo. Está nos levando a áreas do desconhecido que não sabíamos que existiam. Acho que este é um grande marco."

Mistérios

   Outras marcas encontradas no genoma do câncer estavam relacionadas com o processo de envelhecimento e com o sistema imunológico do corpo.
   As células respondem a infecções virais ativando uma classe se enzimas que modificam os vírus até que eles não funcionem mais.
   "Acreditamos que quando ela (a célula) faz isso, há efeitos colaterais ─ seu próprio genoma se modifica também e ela fica muito mais propensa a se tornar uma célula cancerígena, já que tem uma série de mutações ─ é uma espada de dois gumes", diz Stratton.
   No entanto, doze dessas marcas genéticas encontradas no genoma do câncer ainda estão sem explicação.
   Espera-se que se algumas delas puderem ser atribuídas a fatores ambientais, novas formas de prevenir a doença possam ser desenvolvidas.
   As dúvidas também podem fomentar novas pesquisas. Uma das causas desconhecidas das mutações cancerígenas acontece no neuroblastoma, um câncer em células nervosas que normalmente afeta crianças.
   "Sabemos que fatores ambientais como o fumo e a superexposição aos raios UV podem causar modificações no DNA que podem levar ao câncer, mas em muitos casos nós não sabemos o que provoca as falhas no DNA", afirmou o professor Nic Jones, da instituição britânica voltada para pesquisa do câncer Cancer Research UK.
   "As marcas genéticas encontradas nesse estudo fascinante e importante identificam muitos processos novos por trás do desenvolvimento do câncer."
   De acordo com Jones, entender o que causa esses processos pode levar a novas maneiras de prevenir e tratar a doença.