sábado, 31 de março de 2012

Fóssil de pé de hominídeo pode mudar estudo da evolução humana

Estudo mostra que 'Australopithecus' conviveu com outros hominídeos.Ossos foram encontrados na Etiópia.

Ossos encontrados na Etiópia, comparados à
estrutura do pé de um gorila (Foto: The Cleveland
Museum of Natural History/Yohannes
Haile-Selassie)
  O fóssil de um pé encontrado na Etiópia pode mudar concepção dos cientistas sobre as espécies que deram origem aos humanos modernos. Segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (28) pela revista científica “Nature”, estes ossos mostram que diferentes espécies de hominídeos evoluíram paralelamente.
  Os pesquisadores não sabem ao certo a que espécie pertencem os dedos e parte do peito do pé analisados. No entanto, eles têm certeza de que não se trata doAustralopithecus afarensis, espécie da “Lucy”, famosa ossada de hominídeo encontrada na década de 1970 -- e esta é uma descoberta importante.
  Até agora, os cientistas pensavam que oAustralopithecus era a única espécie de hominídeo que viveu na região entre três milhões e quatro milhões de anos atrás. O fóssil analisado é de um animal que viveu há 3,4 milhões de anos, o que indica que estas duas espécies coexistiram.
  Mesmo sendo uma parte pequena do corpo, o pé diz muito sobre a vida destes hominídeos. A estrutura lembra a do Ardipithecus ramidus, que viveu há 4,4 milhões de anos.
  O dedo polegar se opõe aos demais – como em uma mão humana –, o que é um sinal de que eles eram adaptados a viver em árvores. OAustralopithecus, por outro lado era bípede e tinha os dedos dos pés alinhados, como os humanos modernos.
Além do pé, os pesquisadores encontraram apenas alguns dentes, que não serviram para nenhuma conclusão científica. Estes achados foram feitas em 2009, e os paleontólogos seguem procurando por mais vestígios que possam esclarecer que espécie é esta.

Ossos do pé encontrados na Etiópia (Foto: The Cleveland Museum of Natural History/Yohannes Haile-Selassie)

FONTE: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/03/fossil-de-pe-de-hominideo-pode-mudar-estudo-da-evolucao-humana.html

quinta-feira, 29 de março de 2012

Imagem revela como o cérebro é organizado

Registro mostra estrutura tridimensional, como uma grade curvada.Descoberta desvenda conexão entre todas as partes do cérebro.

    Esqueça aquela ideia de que "o lado direito do cérebro faz assim" e o "lado esquerdo do cérebro faz assado". Um estudo publicado nesta quinta-feira (29) pela revista “Science” mostra que o cérebro humano não tem "lados" nem é isolado na hora de realizar tarefas. Ele é todo interligado e não existem áreas específicas para funções específicas.
   O mesmo padrão de organização foi observado no cérebro humano e também no de macacos. Segundo os pesquisadores, os sinais que correm pelo cérebro se ordenam em uma estrutura tridimensional, como uma "grade curvada". Em resumo, o cérebro não é um emaranhado de fios separados, mas uma rede interligada.

Cérebro visto como uma grade curvada, em imagem feita por estudo publicado nesta quinta (29)
 (Foto: MCH-UCLA Human Connectome Project)

   “A velha imagem do cérebro como um emaranhado com milhares de fios separados e desconectados não fazia sentido do ponto de vista evolutivo”, afirmou Van Wedeen, autor do estudo, em material de divulgação do Hospital Geral de Massachusetts, nos EUA, onde ele trabalha.
  “Como a seleção natural levaria cada um destes fios a configurações mais eficientes e vantajosas? A grande simplicidade desta estrutura em grade é o motivo pelo qual ele [o cérebro] consegue acomodar as mudanças aleatórias e graduais da evolução”, concluiu o pesquisador.

FONTE: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/03/estudo-mostra-como-o-cerebro-e-organizado.html

segunda-feira, 26 de março de 2012

Divisão celular (aula para o 3º ano )

A capacidade de duplicar-se é a característica mais extraordinária dos organismos vivos. Para fazê-lo, multiplicamos o material interno de nossas células e, depois, as dividimos, em duas. Esse processo é a divisão celular

Por que as células se dividem? 

Os seres vivos multiplicam suas células com a finalidade de reproduzir-se, crescer e repor células perdidas.

ETAPAS 

INTÉRFASE + DIVISÃO CELULAR 

DURAÇÃO MÉDIA DO CICLO CELULAR

G1 (antes da síntese de DNA) - 9 a 11 horas 
-Síntese de RNA 
-Crescimento da célula 

S (durante a síntese de DNA) - 8 a 10 horas 
- Duplicação dos cromossomos 
G2 (depois da síntese de DNA) - 4 a 5 horas 
- Pouca síntese de DNA e proteínas 

MITOSE - 30 min a 1 hora 

Total: 24 horas 

FASES DA INTÉRFASE

FASE G1 
  • Intensa síntese de RNA e proteínas 
  • Aumento do citoplasma 
  • Pode durar horas, meses ou ser permanente (neurônios) 

FASE S 
  • Duplicação do DNA 
  • Síntese proteica 

FASE G2 
  • Pequena síntese de RNA e proteínas  

MITOSE

Mitose= é um tipo de divisão celular em que uma célula diplóide da origem a duas novas células geneticamente idênticas à célula mãe. 
É um processo de multiplicação da célula que se caracteriza por uma duplicação cromossômica e uma divisão celular. O resultado é que as células-filhas possuirão o mesmo número de cromossomos que a célula-mãe. 

FASES DA MITOSE

Prófase 
Metáfase 
Anáfase 
Telófase

(PROMETE A ANA TELEFONAR)

PRÓFASE

-
  • Espiralização da cromatina – individualização dos cromossomos 
  • Afastamento dos centríolos para os pólos – formação do fuso acromático  
  • Desaparecimento dos nucléolos e início da ruptura da membrana nuclear

PRÓMETAFASE


- Cromossomos começam a se condensar;
- Centríolo duplica-se.
Formação do fuso acromático e ásteres

METÁFASE

-

  • Presença de fibrilas cromossômicas e fibrilas contínuas; 
  • Cromossomos dispostos no plano equatorial da célula – placa equatorial 





METÁFASE






ANÁFASE






  • Afastamento dos cromatídeos (cromossomas-filhos) para os pólos- ascensão polar 
  • Aumento da distância entre os pólos da célula 












TELÓFASE

-
  • Cromossomas-filhos atingem os pólos; 
  • Desaparecimento do fuso mitótico; 
  • Reorganização da membrana nuclear; 
  • Descondensação dos cromossomas; 
  • Reaparecimento dos nucléolos


CITOCINESE  OU SEPARAÇÃO DAS CÉLULAS-FILHAS















Citocinese é a divisão do citoplasma no final da mitose; é centrípeta

MEIOSE

n
  • Meiose= um tipo de divisão celular em que uma célula 2n dá origem a 4 novas células, geneticamete diferentes. 
  • Ocorre nas células germinativas (sexuais). Da uma maior variedade genética

MEIOSE I

PRÓFASE I

subdivisões:

leptóteno
zigóteno
paquíteno
diplóteno
diacinese


LEZIPADIDIA

Leptóteno
  • Cromossomos visíveis como delgado fios; 
  • Começa a condensação; 
  • Emaranhado de cromossomos; 
  • Cromátides irmãs alinhadas;
Zigóteno
  • Combinação dos cromossomos homólogos; 
  • Sinapse bem distinta.
Paquíteno (CROSSING-OVER)
  • Cromossomos tornam-se espiralados; 
  • Pareamento completo; 
  • “Crossing-over → troca!”
Diplóteno
  • Afastamento dos cromossomos homólogos – constituindo bivalentes; 
  • Dois cromossomos de cada bivalente mantêm-se unidos pelos quiasmas; 
  • Quiasmas – regiões onde houveram troca
Diacinese (TERMINALIZAÇÃO)
  • Condensação máxima dos cromossomos; 
  • Condensação – Duas moléculas formam uma

METÁFASE I

-
  • Desaparecimento da membrana nuclear; 
  • Formação do fuso; 
  • Cromossomos alinhados; 

ANÁFASE I

  • Separação dos cromossomos; 
  • Cromátides irmãs puxadas para os pólos;

TELÓFASE I

Os dois conjuntos haplóides de cromossomos se agrupam nos pólos opostos da célula

MEIOSE II

Início nas células resultantes da telófase I, sem que ocorra a Intérfase

PRÓFASE II

A partir da telófase I, depois da formação do fuso e desaparecimento da membrana, as células entram em metáfase II

METÁFASE II

Os 23 cromossomos subdivididos em duas cromátides unidas por um centrômero prendem-se ao fuso.

ANÁFASE II

Após a divisão dos centrômeros as cromátides de cada cromossomo migram para pólos opostos.

TELÓFASE II

Forma-se uma membrana nuclear ao redor de cada conjunto de cromátides.

Alimentos que ajudam a perder a barriga

Eles têm propriedades especiais que aceleram o metabolismo, facilitam a digestão e a diminuição da gordura abdominal



O azeite ajuda na diminuição da gordura abdominal, por promover maior oxidação dos ácidos graxos (“gordurinhas”) 




O chá verde é diurético e ajuda na digestão e na queima de gordura 



O limão é termogênico e ajuda a quebrar o acúmulo de gordura 


A linhaça acelera o metabolismo, substitui o pão e ajuda a murchar a barriga 

Apesar de calóricas, as castanhas têm gorduras boas que ajudam a perder a barriga 


A gordura do coco, além de não fazer mal ao coração, ela pode substituir a manteiga. 
Acelera o metabolismo e facilita a digestão


pimenta-vermelha é avaliada como inibidora de apetite e acelera a queima de gordura 

O morango é antioxidante, rico em fibras, facilita a digestão e tem ácido elágico, que desfavorece o acúmulo de gordura 

A melancia é uma fruta rica em água, ajuda na sensação de saciedade e na digestão 


O gengibre é desintoxicante, alivia o estresse, facilita a queima de gordura e o emagrecimento



A aveia ajuda no funcionamento do intestino e diminui a sensação de abdome estufado



O agrião é de fácil digestão e rico em fibras


O abacaxi auxilia na eliminação de toxinas e na retenção hídrica, diminuindo o inchaço abdominal 

O abacate também faz parte do time da gordura do bem e ajuda na quebra das gordurinhas do mal 

FONTE: http://saude.ig.com.br/alimentacao/alimentos-que-ajudam-a-perder-a-barriga/4f708db60e463b2953001ad8.html

sábado, 24 de março de 2012

Maré Vermelha

O fenômeno causado pela proliferação de algas dinoflageladas 

   O acontecimento natural conhecido por maré vermelha ocorre devido à aglomeração em conseqüência da proliferação (multiplicação) de micro-algas dinoflageladas (Filo Dinophyta), causando efeito na coloração da água (vermelha ou marrom) em ambientes de estuário (encontro do rio com o mar) e também em regiões marinhas. 
   Esses organismos aquáticos, denominados planctônicos, habitantes de região pelágica (superficiais), quando em excessiva reprodução impedem a passagem luminosa reduzindo a taxa fotossintética local. 
   Essas algas também produzem e liberam toxinas que causam o envenenamento das águas, afetando outras espécies, por exemplo, provocando a morte de peixes, acarretando prejuízos econômicos relacionados à atividade pesqueira. 
   Fatores como a grande quantidade de matéria orgânica, proveniente do esgoto e lixo doméstico lançados no meio aquático, além de tornar a água imprópria para o consumo humano, colaboram com o crescimento exagerado das algas. 
   Pesquisas revelam que o aumento do número de marés vermelhas, em termos de quantidade, intensidade e dispersão geográfica, está relacionado à poluição e ao processo de eutrofização das águas marinhas. 
   Dessa forma, o uso das águas costeiras utilizadas para a prática da aqüicultura (produção de organismos em larga escala para comercialização) concentra grande teor de matéria orgânica, bem como o aumento sistemático da temperatura média global, contribuem consideravelmente com o fenômeno da maré vermelha.

História da Biologia

Como começou o estudo da biologia. O que levaram as pessoas a observar e a estudar essa ciência que hoje é fundamental em nossas vidas.

   A história da Biologia se dá desde a pré-história, quando o homem começou a observar e perceber no seu dia a dia que as plantas tinham uma época certa do ano para frutificação, quais plantas eram venenosas e quais não eram, quais frutos que podiam ser consumidos e os que não podiam. Nessa prática diária, o homem aprendeu muito sobre a biologia.
   No Egito, a técnica utilizada para embalsamento de cadáveres já requeria um grande conhecimento sobre as propriedades das plantas e óleos vegetais. Desde a antiguidade, os povos já observavam e queriam saber mais sobre as diversas formas de vida, pois sabiam que aliados a elas poderiam viver melhor.
   No século IV a.C. o naturalista Aristóteles começou a observar e estudar as mais diversas formas de vida. Descobriu muitas coisas que foram fonte de pesquisa durante séculos. Observou, dividiu e classificou os animais “com sangue” e “sem sangue”. Percebeu a presença de órgãos análogos e homólogos e observou a adaptação evolutiva dos animais e vegetais.
   Na Idade Média, Alberto Magno escreveu documentos sobre observações de plantas e animais, e, no século XIV, diversos cientistas começaram a fazer dissecações em cadáveres humanos, o que fez a anatomia humana progredir consideravelmente.
   Em 1650, com a descoberta do microscópio por Antony van Leewenhoek, os cientistas e curiosos puderam aprofundar mais seus estudos na biologia. Em 1735, Lineu, baseado nas semelhanças morfológicas de plantas e de animais, criou o sistema taxonômico e a nomenclatura dos seres vivos, que é utilizado até hoje, mas com algumas modificações. Em 1809, Lamarck deu um passo à frente quando publicou um livro sobre a evolução das espécies, e em 1859, Charles Darwin, também evolucionista, publicou um livro sobre a origem das espécies, que é aceita até hoje como explicação para a evolução das espécies.
   Em 1866, Gregos Johan Mendel, em experimentos com ervilhas, descobriu a hereditariedade, e hoje é considerado o pai da genética.
   Com a descoberta do microscópio eletrônico, várias estruturas celulares até então desconhecidas passaram a ser estudadas, e Watson e Crick tiveram a oportunidade de descobrir sobre a dupla hélice do DNA e o código genético. 
   No passado, muitos cientistas contribuíram com informações e observações que os cientistas atuais levam em consideração em suas pesquisas. A biologia é uma ciência muito rica e ampla, e será alvo de dúvidas e descobertas eternamente.

                                                                                                            
(Por: Paula Louredo - Graduada em Biologia)

quinta-feira, 22 de março de 2012

Pesquisa identifica pista para droga para reverter calvície

Estudo identificou proteína que leva a afinamento do folículo capilar; possíveis tratamentos já estão em testes clínicos.

   
     Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, descobriram uma pista biológica para a calvície que poderia levar à descoberta de um tratamento para interromper ou até mesmo reverter o afinamento dos cabelos.
   Em análises com homens calvos e ratos de laboratório, os cientistas americanos descobriram uma proteína que leva à perda de cabelos.
  Segundo os pesquisadores, drogas que seguem esse caminho já estão em desenvolvimento.
 O estudo, publicado na revista especializada 'Science Translational Medicine', poderia levar a um creme para tratar a calvície.

Proteína identificada

   A maioria dos homens começa a perder os cabelos na meia-idade. Até os 70 anos, 80% dos homens enfrentam alguma perda de cabelo.
  O hormônio sexual masculino testosterona tem um papel importante no processo, assim como os fatores genéticos.
  Eles provocam a diminuição dos folículos capilares, até que eles se tornem tão pequenos que parecem invisíveis, levando à aparência da calvície.
  Os pesquisadores da Universidade da Pensilvânia analisaram quais genes são ativados quando os homens começam a perder os cabelos.
  Eles verificaram que os níveis de uma proteína-chave chamada prostaglandina D sintetase são elevados nas células dos folículos capilares localizados em áreas calvas do couro cabeludo.

Testes clínicos

   Camundongos criados para ter níveis altos da proteína ficaram completamente calvos. Cabelos humanos transplantados também pararam de crescer ao receber a proteína.
   A inibição do crescimento do cabelo seria ativada quando a proteína se liga a um receptor nas células dos folículos capilares.
  'Essencialmente, mostramos que a proteína prostaglandina era elevada no couro cabeludo calvo dos homens e que ela inibia o crescimento capilar. Então identificamos um alvo para o tratamento da calvície masculina', afirma o dermatologista George Cotsarellis, coordenador do estudo.
  'O próximo passo será procurar compostos que afetam esse receptor e também descobrir se bloquear esse receptor poderia reverter a calvície ou somente preveni-la. Esta é uma questão que poderá levar um tempo para ser respondida', diz.
  Segundo ele, várias drogas que seguem essa pista já foram identificadas e algumas já estão na fase de testes clínicos.

FONTE: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/03/pesquisa-identifica-pista-para-droga-para-reverter-calvicie.html

Saiba o que são doenças autoimunes e como tratar lúpus e psoríase

Doenças autoimunes atacam o organismo dos pacientes.
Elas trazem manifestações na pele que podem afetar a vida social.

    O lúpus e a psoríase são duas doenças autoimunes. É como se o sistema imunológico interpretasse que o paciente é a bactéria. Um ponto em comum entre essas doenças é que ambas são inflamatórias, costumam surgir principalmente na vida adulta e trazem manifestações na pele que podem afetar a vida social. Estresse emocional pode desencadear os dois problemas e não há cura para ambos, mas apenas controle. As doenças podem desaparecer, mas podem voltar. Por outro lado, enquanto o sol ajuda a combater a psoríase, piora o lúpus.
   O sistema imunológico do corpo humano produz proteínas chamadas anticorpos que servem para combater microorganismos agressores, como bactérias invasoras. No lúpus e na psoríase, porém, o sistema produz anticorpos contra células de diferentes tecidos do corpo, causando lesões na pele e, no caso do lúpus, dependendo da pessoa, lesões no sistema nervoso, coração, pulmões, rins e articulações.


     Os estudos para descobrir porque desenvolvemos anticorpos contra nós mesmos estão em andamento. Uma das teorias diz que, quando a pessoa nasce, o corpo passa por um processo de reconhecimento celular.
   Algumas células não são reconhecidas e ficam escondidas. Quando há uma queda de imunidade, por exemplo, essas células aparecem no organismo e o corpo passa a produzir anticorpos contra elas.
   Outra teoria diz que alguns vírus (não se sabe quais) têm a capacidade de modificar nossas células. Quando isso ocorre, o nosso organismo passa a não mais reconhecê-las e, então, produz anticorpos.

Lúpus

   O lúpus eritematoso sistêmico (les) pode ter um início agudo ou mais lento, com manifestações em diferentes órgãos. Essas manifestações podem ocorrer simultaneamente ou sucessivamente na pele, nas articulações, nos rins e nas membranas serosas. O diagnóstico da doença é feito pela presença de, no mínimo, quatro de onze critérios clínicos e o tratamento começa pela conscientização do paciente.
   A doença provoca uma inflamação nos vasos sanguíneos (vasculite), e como eles estão por toda parte do corpo, pode disseminar para qualquer lugar do organismo, tendo consequências mais sérias quando atinge os rins e o sistema neurológico. No caso dos rins, pode comprometer o órgão a ponto de ter de fazer transplante. No caso do sistema nervoso, pode levar a pessoa a ter derrames ou desenvolver problemas psiquiátricos ou psicomotores. Porém, o lúpus grave ou agudo atinge menos de 20% dos portadores da doença.
   Vale lembrar também que mais de 90% dos pacientes que tratam o lúpus e levam as orientações médicas a sério respondem bem ao tratamento e quase não sofrem os sintomas da doença. O tempo médio de tratamento é de cinco anos e há casos de pessoas que, após tratadas, a doença nunca mais volta a manifestar. Quem tem lúpus pode emagrecer antes de começar o tratamento, mas depois a tendência é engordar.
   É importante investigar a possibilidade de lúpus. Se você tiver alterações frequentes em exames de urina, como presença de células de defesa (leucócitos no xixi), lesões na pele, dores articulares, manchas em forma de borboleta no rosto ou emagrecimento, pode ser sinal da doença e existe um exame de sangue que pode diagnosticá-la. Alguns anticorpos são específicos do lúpus, como o anti dna e o anti sm.

Psoríase

   A psoríase pode ser confundida com outros problemas de pele, por isso é importante procurar um dermatologista para identificá-la. A doença se manifesta através de lesões que coçam bastante. Nos casos de psoríase leve, os tratamentos costumam ser com pomadas, loções, shampoos ou geis. Em casos mais severos, podem ser indicados medicamentos via oral e fototerapia.
  Na doença, as células da pele vão se multiplicando em camadas, umas em cima das outras, formando escamas. Segundo a Dra. Eliandre Pallermo, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a recomendação é que a exposição ao sol sem protetor solar seja feita nos horários com menor incidência de raios UV, ou seja, antes das 10h e após as 16h.
   Como se trata de uma exposição terapêutica e não com a finalidade de bronzear, o período de exposição varia de acordo com o tipo de pele de cada pessoa. Para pessoas com a pele branca, não é recomendado ultrapassar 20 minutos, desde que a pele não fique vermelha. Pessoas com a pele morena ou negra podem se expor um pouco mais, de 30 a 40 minutos, desde que não sintam ardência na pele. Entretanto, o ideal é analisar cada caso individualmente, por isso é extremamente importante o acompanhamento de um médico dermatologista.

Tratamento

   Há tratamento disponível no SUS com remédios que ajudam a controlar as doenças. Procure um hospital universitário ou peça encaminhamento do posto de saúde para uma dessas unidades se não obtiver o controle com a ajuda dos médicos do posto de saúde.
   No caso do lúpus, o uso de corticoides pode levar ao ganho de peso. Por isso, a alimentação saudável e os exercícios físicos são indispensáveis. Há também os imunossupressores, que agem nos linfócitos (células responsáveis pela produção de anticorpos), mas o problema é que acabam atuando nas células normais, o que pode causar anemias e diminuir a resistência. O tratamento com agentes biológicos bloqueia determinados anticorpos responsáveis pelos sintomas do lúpus.
   Controlar o estresse emocional e realizar pequenas coisas que trazem felicidade e bem-estar pode ajudar. A pessoa com lúpus ou psoríase não deve fugir do contato social e deve explicar que a doença de pele não é contagiosa. A alimentação rica em vegetais, carnes magras e sem gordura pode ajudar também no tratamento. A dieta com pouco sal e atividades físicas também são positivos. Exercícios com proteção solar, como caminhadas noturnas, musculação, natação e pilates estimulam a massa muscular e melhoram a qualidade do osso.
   Portadores de lúpus não devem tomar sol e, mesmo em ambientes fechados, devem usar fator de proteção solar porque o raio ultravioleta destrói várias células cutâneas e o organismo entende que precisa produzir mais anticorpos. Em contrapartida, o sol ajuda a controlar a psoríase, mas exige combinação de um creme hidratante que ajude a evitar o ressecamento, que pode agravar a doença. Nas duas doenças, é bom manter a casa saudável, arejada, sem mofo e pó que podem irritar mais ainda a pele.
   É importante saber que o lúpus é uma doença tratada por reumatologistas e a psoríase é tratada por dermatologistas. Porém, alguns pacientes com psoríase (cerca de 30%) desenvolvem artrite inflamatória crônica que comprometem as articulações periféricas, o que demanda tratamento também com o dermatologista, além do reumatologista.

Concorrência melhora o desempenho sexual das moscas

Machos produzem ninhadas maiores quando convivem com outros machos. Conhecimento sobre fertilidade dos insetos pode ser útil na agricultura.

    Na economia, a livre concorrência faz com que as empresas se esforcem sempre para oferecer o melhor serviço. Pelo menos na teoria, o mercado se regularia assim.
    A reprodução das moscas parte do mesmo princípio. Um estudo mostra que a convivência com seus “rivais” faz com que os machos da espécie melhorem o desempenho sexual. É como se eles fossem movidos pelo ciúme.
   Na comparação, os insetos copulam por mais tempo e produzem ninhadas maiores quando convivem com os outros machos.


Macho corteja a fêmea produzindo sons com suas asas (Foto: Divulgação)

   É difícil extrapolar de uma espécie para a outra, mas nosso estudo traz uma noção útil de como o ambiente social de um macho pode afetar seu sucesso como pai”, explicou o pesquisador Tracey Chapman, em material divulgado pela Universidade de East Anglia, na Inglaterra, onde ele trabalha.
   Segundo os autores, a descoberta, publicada pela revista científica “Proceedings of the Royal Society B”, pode ajudar em situações em que é importante manter a fertilidade masculina das moscas, como na agricultura.

Cópula entre duas moscas (Foto: Divulgação)

FONTE: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/03/concorrencia-melhora-o-desempenho-sexual-das-moscas.html

quarta-feira, 21 de março de 2012

Butantan descobre sapo que lança veneno espontaneamente

Ao contrário de outros anfíbios, o Rhaebo guttatus tem mecanismo de veneno ativado voluntariamente
Foto: Instituto Butantan/Divulgação

    Pesquisadores do Instituto Butantan descobriram um sapo que possui comportamento predatório, o que até hoje era completamente incomum nesses animais. Ao contrário de outros anfíbios, que expelem veneno somente após sofrerem um ataque, o Rhaebo guttatus, espécie encontrada na Amazônia e semelhante ao sapo Cururu, tem um mecanismo de veneno ativado voluntariamente.
   O estudo, feito na Amazônia por cerca de um ano, revelou que o animal, por meio de movimentações corporais que causam a compressão do paratóide (glândulas que armazenam o veneno), esguicha o veneno a uma altura de quase dois metros.
  Ao efetuar um ataque, o sapo libera uma substância com propriedades inflamatórias, capaz de causar complicações neurotóxicas, cardiotóxicas, edemas pulmonares, problemas no sistema digestivo ou até mesmo levar o predador a óbito.
  "Essa descoberta pode revolucionar o estudo dos anfíbios, pois jamais se imaginou um sapo com esse tipo de comportamento. Além de contribuir com nossos estudos, reacende o folclore de que esses animais só atacam seu predador voluntariamente", relata Carlos Jared, diretor do Laboratório de Biologia Celular.

FONTE: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5662263-EI8145,00-Butantan+descobre+sapo+que+lanca+veneno+espontaneamente.html

Plantas também sofrem danos devido à poluição sonora, diz estudo

    Barulho afastaria animais que realizam dispersão de sementes e pólen.
   Espécies de pinheiros seriam as principais afetadas, afirmam pesquisadores.

    Pesquisa divulgada pela revista da Academia de Ciências do Reino Unido afirma que a poluição sonora causada por humanos pode causar grave impacto na sobrevivência das plantas, já que os métodos naturais de reprodução de vegetais seriam afetados.
    De acordo com o estudo, realizado pelo Centro Nacional de Síntese Evolucionária (NESCent, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, ruídos provenientes do tráfego intenso de veículos ou mesmo de máquinas afastariam animais de seus habitats, quando esses ficam próximos a áreas urbanas.
    Essa fuga atrapalharia a distribuição de pólen entre flores, realizada por aves, e germinação de sementes de espécies como os pinheiros, feita mamíferos, como os roedores, o que pode levar à queda na população dessas plantas.

Espécies de pinheiros localizadas em locais ruidosos podem ser prejudicadas, afirma estudo. (Foto: Divulgação)


Muito barulho, pouca biodiversidade

    A análise foi feita próxima a uma reserva do México. A região contém vários poços de extração de gás natural, muitos dos quais emitem alto som constantemente devido ao processo.
   Os cientistas verificaram que nas áreas com mais barulho, algumas espécies de animais não se aproximavam, justamente aquelas que ajudavam na distribuição das sementes dessas árvores, pertencentes ao grupo das gimnospérmicas.
   Segundo Clinton Francis, um dos autores do estudo, uma menor quantidade de árvores em áreas ruidosas acarretaria em menos plantas maduras e, consequentemente, uma redução drástica de habitats.



FONTE: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/03/plantas-tambem-sofrem-danos-devido-poluicao-sonora-diz-estudo.html

Espermatozoides realizam cálculos complexos, dizem cientistas

Direção dos espermatozoides é regulada pela velocidade da variação da taxa de cálcio

         Pesquisadores descobriram que os espermatozoides são capazes de realizar cálculos complexos. Cientistas do Instituto Max Planck, na Alemanha, determinaram que quando o óvulo libera emissores químicos que modificam a concentração de íons de cálcio no interior dos espermatozoides (o que ativa sua movimentação), eles não reagem ao aumento dos níveis dessa substância, mas às suas variações.
"O que eles medem são as taxas de mudança ao longo do tempo, a rapidez ou a lentidão da alteração da concentração de cálcio que entra nos espermatozoides de seu exterior", disse Luis Álvarez, do Instituto Max Planck.
          Assim, "em função do valor da taxa de mudança, alteram a forma como movimentam a cauda e mudam de direção. Em outras palavras, a direção dos espermatozoides é regulada pela velocidade da mudança de cálcio", explicou.

Cálculo diferencial: estudo mostrou que espermatozoides calculam a variação da taxa de íons de cálcio

"É cômico pensar que o cálculo diferencial (ramo importante da matemática que se dedica ao estudo de taxas de variação de grandezas e a acumulação de quantidades) não era realizado até o século 18, mas os espermatozoides já faziam isso há mais de 400 milhões de anos", ressaltou.
          Álvarez explicou que "os espermatozoides, como muitas outras células, fazem dezenas de cálculos". O fenômeno descoberto pela equipe foi observado por enquanto unicamente nos espermatozoides de várias espécies marítimas.
 "É por isso que ainda estamos realizando esforços para conhecer quais espécies se comportam deste modo" e se este fenômeno também ocorre nos seres humanos, explicou o cientista.
       Álvarez destacou que "o mecanismo que movimenta a cauda do espermatozoide foi conservado ao longo da evolução e se encontra em diferentes tipos de células do corpo humano".
"Estas células possuem extensões similares à parte final dos espermatozoides chamada cílios móveis, e desenvolvem diferentes funções", acrescentou.
        Neste sentido, "é provável que estes cílios possuam estratégias parecidas a do espermatozoide para ajustar seu movimento como resposta a sinais", explicou.
      Entre outras funções, eles "limpam nossas vias respiratórias empurrando a sujeira para o exterior, determinam que nosso coração fique do lado esquerdo e não do direito durante o desenvolvimento do embrião e empurram o óvulo das trompas até o útero".
         Segundo Álvarez, a pesquisa é um passo importante no "entendimento de como as células processam os sinais que recebem".
         Assim, "o cálculo da taxa de mudança é importante porque permite às células identificar e responder unicamente aos sinais que têm uma taxa de mudança adequada. Em termos técnicos, permite filtrar estímulos por frequências", afirmou.
"As repercussões globais deste descobrimento... o tempo dirá", concluiu o pesquisador.

FONTE: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/espermatozoides-realizam-calculos-complexos-dizem-cientistas/n1597700130212.html

segunda-feira, 19 de março de 2012

Flor-cadáver dos EUA desabrocha e atrai visitantes em universidade

    Fenômeno raro foi acompanhado por biólogos e transmitido pela internet. Florescimento ocorre após um cultivo mínimo de dez anos.

   Floresceu no fim da tarde deste domingo (18) o exemplar de flor-cadáver (Amorphophallus titanum) mantido por biólogos em uma estufa da Universidade Cornell, dos Estados Unidos.
   Visitantes e pesquisadores acompanharam o fenômeno raro, que foi gravado e transmitido ao vivo pela internet desde o último dia 13, quando a planta começou a desabrochar.



Visitantes na estufa da Universidade Cornell, nos EUA, na noite deste domingo interessados em conhecer o mais novo exemplar de flor-cadáver. (Foto: Reprodução)

     Nativa da Indonésia, a espécie recebeu este nome devido ao forte odor que emite após a abertura de suas pétalas. Seu florescimento demora dias e é considerado um fenômeno raro. Isto porque um exemplar de flor-cadáver só passa por esse processo após um período mínimo de dez anos de cultivo.
   Na transmissão é possível ver a movimentação de pessoas curiosas com o vegetal, que pode chegar a pesar até 200 kg. Antes, apenas biólogos ficavam no local realizando anotações e regando a planta.

A mesma flor-cadáver no sábado (17), ainda em processo de florescimento. (Foto: Reprodução)

FONTE: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/03/flor-cadaver-desabrocha-e-atrai-visitantes-em-universidade-dos-eua.html

Chimpanzés demonstram habilidade em gerenciar conflitos

Pesquisa mostra que grupos de animais contam com um "mediador" para apartar brigas

De acordo com o estudo, machos influentes ou fêmeas idosas têm papel de mediadores do grupo

   Quando dois alunos do quinto ano primário brigam no pátio da escola, talvez um professor intervenha. Constatou-se que os chimpanzés também possuem mediadores semelhantes.
    Os mediadores dos chimpanzés "com frequência são machos influentes ou fêmeas idosas", afirmou Carel P. van Schaik, primatologista da Universidade de Zurique e um dos autores do estudo publicado no periódico PLoS One. "Isso parece ser uma manifestação de preocupação com a comunidade", afirmou.
    Os chimpanzés foram observados em zoológicos da Suíça, Inglaterra e Holanda.
   Surpreendentemente, o mediador realiza muito pouco, afirmou van Schaik - ele apenas caminha entre os chimpanzés e, às vezes, para por um breve momento. Geralmente, isso basta para apartar a briga.
    O mediador dos chimpanzés parece obter muito pouco desse processo, se é que obtém algo.
   "É possível afirmar que o custo é baixo", afirmou van Schaik sobre o lado negativo de ser um mediador, "mas ele pode se cansar".
   "A moralidade deve ter evoluído gradualmente a partir de algumas origens", afirmou van Schaik. "Ela não surgiu do nada", afirmou.
   Contudo, como o comportamento interveniente é raro nos chimpanzés, será preciso tempo para compreender que tipo de conflito produz mediação.
    "Primeiramente, precisamos determinar o fenômeno", afirmou van Schaik, "e depois poderemos trabalhar para compreendê-lo".

FONTE: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/chimpanzes-demonstram-habilidade-em-gerenciar-conflitos/n1597700035628.html

Vídeo aula sobre divisão celular com o profº Dorival Filho para o 3ºano

Depois de nossa ultima aula sobre Divisão celular, assista esse vídeo explicativo do Profº Dorival Filho e o que você não conseguiu entender em sala de aula comigo vê se consegue entender aqui.
Dúvidas estarei esclarecendo na nossa sala de aula.


domingo, 18 de março de 2012

Estudo mostra que gorilas e humanos compartilham grande número de genes

    Nossos ancestrais passaram pela divisão evolutiva com os gorilas há cerca de 10 milhões de anos, mas ainda compartilhamos um notável número de genes com o grande macaco, de acordo com um inovador estudo publicado na quarta-feira dia 07.
     Um consórcio mundial de cientistas sequenciou o genoma do gorila da planície ocidental e comparou mais de 11.000 de seus genes com os dos humanos modernos, Homo sapiens, e os dos chimpanzés.
    Os gorilas se separaram da linhagem humano-chimpanzé há cerca de 10 milhões de anos, e cerca de quatro milhões de anos depois homens e chimpanzés emergiram como espécies diferentes, uma ideia que coincide com as evidências fósseis.


    Gorilas e humanos são mais parecidos do que se pensava, pelo menos geneticamente. O primeiro sequenciamento completo do DNA desses macacos revelou que alguns genes são mais parecidos entre humanos e gorilas do que entre nós e os chimpanzés, considerados nossos "parentes" mais próximos.
      Para chegar a esse resultado, um força-tarefa de 71 pesquisadores de várias partes do mundo esmiuçou o genoma de Kamilah, uma gorila-comum-ocidental (Gorilla gorilla gorilla) de 31 anos, e comparou os resultados com os genes dos outros três grandes primatas: humanos, chimpanzés e orangotangos.
     Foi a primeira vez que um levantamento tão abrangente foi feito e, segundo os cientistas, ele tem grande importância para ajudar a elucidar a evolução dos primatas e as nossas próprias origens.
     A primeira surpresa veio na similaridade dos genes. Embora o DNA de humanos e chimpanzés seja, de uma maneira geral, bem mais parecido, 15% do genoma dos humanos é mais similar ao dos gorilas do que ao dos chimpanzés.
    Nesse conjunto, destacam-se genes ligados ao desenvolvimento do cérebro e da audição, por exemplo.
   De fato, é na audição que está uma das maiores similaridades externas entre humanos e gorilas. Nossas orelhas pequenas são bem mais parecidas com as deles do que com as dos chimpanzés.
    Entre os genes ligados à audição, uma descoberta tem potencial para influenciar o estudo da fala.
   Comumente apontado como um dos genes associados ao desenvolvimento da fala em humanos, o LOXHD1 se mostrou igualmente desenvolvido entre gorilas.
    Para descobrir por que, ainda assim, humanos desenvolveram a fala e os gorilas, não, ainda há um longo caminho. Mas o trabalho já começa a dar pistas.
    Em um artigo crítico que acompanha a pesquisa, publicado na revista "Nature", Richard Gibbs e Jeffrey Rogers, do Centro de Sequenciamento do Genoma Humano da Faculdade de Medicina de Baylor, em Houston, destacam os resultados.
"Esses novos dados sobre os gorilas sugerem que uma grande porção do genoma humano estava sob pressão da seleção positiva [sendo favorecida pela seleção natural] durante o período de isolamento inicial dos nossos parentes próximos", avaliam.
    Segundo eles, os dados podem ajudar a reconstruir as pressões ambientais que moldaram a evolução humana.

SEPARAÇÃO

    O trabalho também usou as informações genéticas para estimar em que período aconteceu a separação de cada uma das espécies de seu ancestral comum.
    A separação dos orangotangos foi a primeira, há cerca de 14 milhões de anos. A dos gorilas teve lugar em torno de 10 milhões de anos atrás. Já a divisão entre humanos e chimpanzés foi mais recente, há aproximadamente 6 milhões de anos.
   O trabalho analisou ainda a divisão entre as subespécies de gorilas. O grupo comparou o genoma de Kamilah com os genes de outros animais de sua subespécie e também de um gorila-oriental (Gorilla beringei graueri).
   Embora haja evidências de que a separação tenha ocorrido 1,75 milhão de anos atrás, existem indícios de que houve troca de material genético mais recentemente.
    Embora os gorilas estejam trazendo pistas sobre a nossa evolução, os humanos não estão colaborando com a deles. Diversas populações, sobretudo a dos gorilas-das-montanhas, estão em risco elevado de extinção devido à atividade humana.

FONTE: http://bionarede.blogspot.com.br/2012/03/analise-de-dna-reforca-elo-entre.html

sábado, 17 de março de 2012

Descoberto novo fóssil de hominídeo que conviveu com homem moderno

         Hominídeo, que viveu há 14,5 mil anos na China, apresenta mistura de traços físicos arcaicos e modernos
Fósseis encontrados em duas cavernas do sudoeste da China revelaram a existência de uma espécie de hominídeo até agora desconhecido. Os fósseis da Idade de Pedra apresentavam uma incomum mistura de traços físicos arcaicos e modernos, deixando uma nova pista sobre a evolução humana na Ásia.
Datando entre 14,5 mil e 11,5 mil anos, os fósseis são de hominídeos que conviveram com seres humanos modernos (Homo sapiens) em uma época em que a agricultura estava em seu princípio na China, revelou uma equipe internacional de especialistas no estudo publicado no periódico PLoS One.
Até agora não haviam sido encontrados, no leste do continente asiático, fósseis humanos de menos de 100 mil anos que se diferenciassem fisicamente do Homo sapiens, o que levou os cientistas a pensarem que não havia na região outras espécies de homínideos, quando apareceram os primeiros homens modernos. Com a nova descoberta, esta teoria está sendo posta em dúvida.


"Esses novos fósseis podem ser de uma espécie antes desconhecida que sobreviveu até o final da Idade do Gelo, há 11 mil anos", indicou Darren Curnoe da Universidade de Nova Gales do Sul, da Austrália, que liderou o estudo junto com Ji Xueping do Instituto de Arqueologia e Relíquias Culturais de Yunnan chinês. 
     De acordo com Curnoe, a outra opção seria que os fósseis se tratassem de representantes de uma migração da África muito adiantada e desconhecida de homens modernos que, no entanto, não contribuíram geneticamente para o homem atual. A equipe de pesquisadores é cautelosa em classificar os fósseis por causa do mosaico de características incomuns que eles apresentam.
    Os restos de três indivíduos foram encontrados em 1989 por arqueólogos chineses em Maludong (na tradução do chinês, Caverna dos Cervos Vermelhos) perto da cidade de Mengzi, na província de Yunnan, mas só começaram a ser estudados em 2008 por cientistas chineses e australianos.
   Um quarto esqueleto parcial apareceu em 1979 em uma caverna em Longlin, na região autônoma de Guangxi Zhuang, mas permaneceu no bloco de pedra onde foi descoberto até 2009, quando foi reconstruído.
   Os crânios e dentes dos esqueletos encontrados em Maludong e Longlin são muito similares entre si.
  Os cientistas apelidaram esses homens de "povo dos cervos vermelhos", já que caçavam esses animais hoje extintos e os cozinhavam na caverna de Maludong.
 "A descoberta do povo dos cervos vermelhos abre um novo capítulo na história da evolução humana - o asiático - e é uma história que só agora está começando a ser incluída", afirmou Curnoe.
   Embora a Ásia conte atualmente com mais da metade da população mundial, os cientistas ainda sabem pouco sobre como os humanos modernos evoluíram nessa localidade depois que seus ancestrais se fixaram na Eurásia há cerca de 70 mil anos.
   Até o momento os estudos sobre as origens humanas se centraram principalmente na Europa e na África, devido em grande parte à ausência de fósseis na Ásia e ao desconhecimento da antiguidade dos poucos restos encontrados nessa zona.

FONTE:http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/descoberto-novo-fossil-de-hominideo-que-conviveu-com-homem-moder/n1597693798867.html